Festival de Handebol HAND7: a manhã em que o Campo do Bethânia virou quadra

O Campo do Bethânia, em Ipatinga, amanheceu cheio no sábado, 29 de agosto de 2026. Não havia troféu em disputa, tabela de classificação na parede nem ninguém cobrando resultado da beira. Havia bola, trave, arquibancada ocupada e uma manhã inteira reservada para jogar. Foi assim o Festival de Handebol HAND7.

Um festival não é um campeonato — e é exatamente essa diferença que faz o evento existir. No campeonato, a criança entra em quadra para não perder. No festival, ela entra para aprender a jogar.

Uma manhã sem pódio (e por que isso é o ponto)

Sem pontuação acumulada, sem eliminação, sem o peso de representar ninguém, o que sobra é o jogo. A criança erra o passe e continua em quadra. Chuta para fora e recebe a bola de novo no lance seguinte. Aprende a regra jogando, não ouvindo.

Para boa parte de quem estava ali, aquele foi o primeiro jogo da vida. É um detalhe fácil de passar batido para quem cresceu vendo esporte na televisão, mas não para quem viveu: a primeira vez que se veste um uniforme, a primeira vez que se ouve o apito de início, a primeira vez que se entende, de corpo inteiro, o que é fazer parte de um time.

O HAND7 chama isso de porta de entrada. É o momento em que o handebol deixa de ser uma atividade da semana e vira algo que a criança quer fazer de novo.

A arquibancada também estreou

Do outro lado da linha lateral aconteceu a segunda estreia da manhã. Muitas famílias assistiram ao filho competir pela primeira vez.

Pai que nunca tinha visto o filho em quadra. Mãe que só conhecia o projeto pelo uniforme que lavava toda semana. Irmão mais novo torcendo sem entender direito a regra. A arquibancada cheia não é cenário do Festival — é parte do método.

Quando a família vê, a família apoia. E criança apoiada em casa é criança que volta ao treino na segunda-feira. Boa parte da permanência de um atleta no projeto se decide fora da quadra, na conversa do jantar.

O handebol é o meio, nunca o fim

O Projeto Social HAND7 opera hoje 38 núcleos, em 18 municípios e três estados — Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão —, com mais de 4 mil famílias impactadas. O handebol é a ferramenta pedagógica: por meio dele se ensina disciplina, respeito mútuo, trabalho em equipe e a capacidade de perder sem desistir.

O Festival é a tradução mais direta desse trabalho. Nele não há resultado a comemorar, o que obriga todo mundo a olhar para o que realmente importa: a criança que jogou, a família que assistiu e o professor que preparou aquela manhã.

Nenhuma dessas três coisas cabe numa tabela de classificação. Todas cabem num sábado de manhã no Campo do Bethânia.

O Festival de Handebol HAND7 é realização do Projeto Social HAND7, com apoio da Vale e da AERNC.

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Como posso participar?

Para participar do projeto HAND7, basta entrar em contato conosco através do formulário de contato ou pelos nossos canais de mídia social.

Quem pode participar?

O projeto HAND7 é aberto para crianças e adolescentes em situação desfavorável que desejam praticar handebol e desenvolver valores de ser, fazer e jogar.

Como contribuir?

Você pode contribuir com o projeto HAND7 de diversas formas, como doações financeiras, doação de materiais esportivos ou se tornando um voluntário.

Quais são os valores do projeto?

Os valores do projeto HAND7 são baseados no respeito, trabalho em equipe, disciplina, superação e inclusão social.

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