Copa Sudeste 2026 — Quatro categorias representaram o HAND7 na competição da CBHb

Em abril de 2026, o HAND7 já estava competindo na Copa Sudeste de Handebol, com seus times Cadete Feminino e o Cadete Masculino. E no final do mesmo mês, o Juvenil Feminino. Só em maio chegou a vez do Adulto Masculino, o campeão defensor do título. São quatro histórias diferentes, quatro grupos de atletas, quatro categorias que representaram o mesmo projeto nesta competição da CBHb

Cadete Feminino

O Cadete Feminino disputou um torneio com dezessete equipes. O HAND7 caiu no Grupo E, ao lado do S.C. Corinthians Paulista-SP, da Liga Mineira de Esportes/LIMES-MG e da A.D. Centro Olímpico-SP.

O primeiro jogo trouxe uma derrota: HAND7 20, Centro Olímpico 23. Três gols de diferença — o único jogo perdido pelas meninas em toda a fase classificatória. Nos outros dois, vitórias. 34 a 19 sobre a Liga Mineira, e 23 a 22 sobre o Corinthians — esse decidido no limite, um gol de diferença, até o apito final.

A conta não fechou para o top 8. O HAND7 foi para a briga de 9° a 17° lugar, venceu o que precisava vencer, e terminou na nona posição.

O que fica fora da tabela de classificação é o dado mais relevante: a única derrota foi contra a A.D. Centro Olímpico-SP — a mesma equipe que ergueu o troféu ao final do torneio. Por três gols. Dezessete equipes, nona posição, e uma única derrota que foi para a campeã. O chaveamento tirou o HAND7 da fase principal — não a qualidade do jogo.

Cadete Masculino

O Cadete Masculino também foi a São Bernardo do Campo em abril — de 7 a 12 — e caiu no Grupo C ao lado de A.D. Centro Olímpico-SP, SESI Araraquara-SP e Time Jundiaí-SP.

Os meninos fecharam a fase classificatória invictos. 41 a 26 sobre o SESI Araraquara. 45 a 34 sobre o Time Jundiaí. 34 a 30 sobre o Centro Olímpico — a mesma equipe que chegaria às semifinais do torneio. Três jogos, três vitórias, primeiro lugar do grupo.

Nas oitavas de final, o adversário foi o IDEC-RJ, e o placar foi 37 a 29 para os cariocas. A derrota jogou o HAND7 para a chave de 5° ao 8° lugar. Contra São Bernardo-SP, novo revés, por 29 a 26. No jogo de 7° e 8° lugares, a Prefeitura Municipal de São Lourenço-MG venceu por 30 a 27, e o HAND7 fechou a Copa Sudeste Cadete Masculino na oitava posição.

Três atletas foram destaque ao longo do torneio: Davi Menez, Caio Ribeiro e Heitor. Davi encerrou o campeonato na terceira posição da artilharia geral — um número de peso num torneio com o nível que a Copa Sudeste de Handebol reúne.

Juvenil Feminino

No Juvenil Feminino, o percurso foi diferente. O grupo foi pesado logo de saída: São Caetano, Centro Olímpico, ADM Maricá. As meninas perderam os três jogos da fase classificatória. Não foi falta de luta — foi nível de disputa. O torneio Juvenil reuniu algumas das equipes mais fortes da região Sudeste nessa categoria, e o HAND7 estava no meio disso.

Na fase de 5° a 8° lugar, o Time Jundiaí venceu por 26 a 21. No último jogo da competição, a resposta: 31 a 24 sobre a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, pelo 7° lugar. Sétimo — e o último jogo foi uma vitória.

A maior artilheira do HAND7 no torneio foi Liz Paixão, com 28 gols. Sexta maior marcadora do Juvenil Feminino 2026 da Copa Sudeste, num torneio em que a artilharia geral foi puxada por números acima de 40. Ela chegou, competiu, deixou o número no boletim.

Adulto Masculino

Havia uma expectativa muito clara quando o HAND7 embarcou para São Sebastião do Paraíso, em maio. A equipe era a campeã em exercício da Copa Sudeste de Handebol — título conquistado nessa mesma competição no ano anterior — e chegava disposta a confirmar a hegemonia diante de outras três equipes da região Sudeste: Nilópolis H.C.-RJ, Prefeitura Municipal de Varginha-MG e Niterói Rugby F.C.-RJ.

O resultado final foi diferente do planejado. Saímos com o bronze.

O primeiro jogo seria um teste de fogo logo na abertura. O HAND7 jogou bem, terminou o primeiro tempo na frente por 15 a 13 e parecia encaminhado para uma vitória que daria a largada ideal na defesa do título. No segundo tempo o Nilópolis equilibrou, o jogo ficou disputado até o apito final — e o placar encerrou 27 a 26 para eles. Uma derrota de um único gol, depois de um tempo inteiro na liderança. O tipo de resultado que dói de um jeito específico.

No segundo jogo, contra Varginha, a narrativa foi parecida. O HAND7 brigou durante toda a partida e, com três minutos para o final, a diferença no placar era de apenas um gol. O time foi para o abafa, buscou a virada — e acabou sofrendo os gols que definiram a derrota por 30 a 26.

Com duas derrotas, a matemática do título tinha ido. O terceiro jogo, contra o Niterói, ficou empatado em 26 a 26 — igualado desde o intervalo (12 a 12) até o apito final. Um resultado que, de certa forma, resumiu o que foi a competição inteira: decidida nos detalhes, sem folga para nenhuma das equipes.

Há um contexto que poucos sabem. Nas semanas que antecederam a Copa Sudeste, o HAND7 perdeu Tiago Tavares por lesão — um dos principais jogadores do grupo. O time que foi a São Sebastião do Paraíso foi a campo com o que tinha, sem deixar essa ausência virar desculpa dentro ou fora de quadra.

No campo individual, dois atletas foram reconhecidos pela Seleção do Campeonato. Thiago Felix foi eleito Melhor Central da Copa Sudeste 2026 — o armador que organiza, distribui e pensa o jogo. E Celso Mendes Rosa foi eleito Melhor Defensor — um reconhecimento para quem faz o trabalho que todo time precisa.

Terceiro lugar. Aquém do esperado, longe da defesa de título que o grupo queria. Mas um resultado que chegou depois de jogos onde qualquer placar era possível — e onde dois atletas do HAND7 foram eleitos para a Seleção do Campeonato mesmo sem o título. A sensação que ficou não foi de derrota. Foi de que esse grupo tem mais a dar.

Conclusão

Em 2026, o HAND7 não foi à Copa Sudeste. O HAND7 foi às Copas Sudeste — quatro vezes, em quatro categorias. O Cadete Feminino terminou em nono de dezessete, com a única derrota para a campeã. O Cadete Masculino venceu os três jogos da fase classificatória, terminou em oitavo e colocou Davi Menez no top 3 da artilharia. O Juvenil Feminino encerrou em sétimo, com Liz Paixão na artilharia. O Adulto Masculino levou o bronze e colocou dois atletas na Seleção do Campeonato. Cada equipe, cada resultado, cada jogo faz parte da mesma coisa: um projeto que vai à quadra de ponta a ponta da temporada.

Isso é só o começo.

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